Será?

•janeiro 4, 2010 • 4 Comentários

Terminei 2009 mal. Fui parar no hospital por causa de uma dor no peito e falta de ar. O primeiro médico disse que eu precisava dormir mais e falou que tô estressada. Cheguei em casa e tomei uma cerveja pra ver se sarava. Sarei.

Dia 1 fiquei bem. Festa!

Dia 2 passei mal de novo. A médica falou que é dor muscular (?). Tomei remédio e não sarei.

Dia 3 passei mal mais uma vez. Agora fiz eletro, raio x do pulmão. A médica disse que eu não tenho nada. Me deu injeção e inalação. Tô semi-curada. Ela disse que preciso procurar um cardiologista.

Será que vou viver pra viajar pra Ouro Preto no Carnaval e pro Rio e Salvador nas férias??

Só o tempo e minha conta bancária dirão.

Mandarei notícias.

até

ps: se eu morrer, processem a médica e façam uma master festa com a grana. Minha mãe tem o nome dela hahahahaha.

bjos, feliz ano novo, feliz vida velha

assinado eu.

Tiê

•janeiro 3, 2010 • 1 Comentário

Túnel do tempo

•janeiro 3, 2010 • Deixe um comentário

“Mas há dias em que nada faz sentido e os sinais que me ligam ao mundo se desligam”

Vale lembrar

•novembro 6, 2009 • 1 Comentário

Esqueci de umas coisas…

Recebi esses dias  CD e DVD de um grupo de samba chamado Casuarina. Vale MUITO a pena.

Ouçam também  o novo CD da Ana Cañas, o da Tiê e o da Maria Gadú. Todos são muito bons. Outro imperdível é o novo do Ney Matogrosso. Não lembro o nome, mas já está no Terra Sonora.

tchau pra quem passa aqui (nem eu passo…)

bjs

 

Escrever…

•novembro 6, 2009 • Deixe um comentário

Já faz tempo que estou ensaiando para escrever algo aqui, mas sempre me dá um sono danado…

Bom, hoje não é o dia.

Amanhã eu volto.

Todo mundo espera alguma coisa…

•agosto 9, 2009 • 3 Comentários

Por que as pessoas nunca acreditam quando você diz que não quer sair num sábado à noite?

 

que saco.

Twitter

•julho 25, 2009 • 1 Comentário

Sim, eu aderi à nova onda da internet.

Se quiserem me seguir: www.twitter.com/osolhosdalua

 

beijos para quem ainda passa neste blog abandonado, com cheiro de mofo.

Enraizado

•julho 25, 2009 • 2 Comentários

Na noite fria, chuvosa e cinzenta de ontem, precisei sair de casa para visitar uma amiga. Quando eu estava voltando de lá, peguei o ônibus, que estava vazio, e sentei em um banco perto do cobrador.

O cara, com pouco mais de 40 anos, ficou olhando para mim fixamente. Quando eu o encarava para tentar descobrir o motivo de tanta curiosidade, ele desviava os olhos. Pensei que o homem estivesse se perguntando: “Onde essa menina acha que vai com tantas blusas e com essa touca horrorosa?”. Mas não.

Depois de me observar por alguns minutos, resmungou. “Tá frio, né?” Como ele falou muito baixo, eu fingi que o papo não era comigo. Mas ele não desistiu e falou a mesma frase novamente.

Eu respondi: “É.”

O cobrador não se contentou e continuou o monólogo. “Percebeu que eu fiquei te olhando? É que você se parece com uma minha amiga Julia, que mora em Guarulhos.”

Eu: “Ah, é?”

Ele: “É, morei lá por muitos anos…”

Logo saquei que o cara estava querendo conversar com alguém e contar sua vida toda. Por incrível que pareça, pessoas estranhas fazem isso comigo quase todos os dias, quando estou no ônibus ou esperando o latão no terminal.

Depois de contar sobre sua trajetória de Guarulhos a Jundiaí, ele me perguntou o que eu fazia da vida. Eu contei (aff, contei da minha vida para o cobrador!).

Como o papo fluiu, perguntei se ele havia nascido em São Paulo. “Não, sou nordestino. Nasci em Alagoas.” Confesso que já desconfiava por causa do sotaque.

Isso atiçou a minha curiosidade e me fez lembrar de muita coisa. O cara nasceu lá e veio pra SP com um tio aos 16 anos em busca de emprego. “Agradeço essa terra todos os dias. Se eu continuasse no nordeste, morreria de fome.”

A história dele é idêntica a muitas que eu ouvi no ano passado, por causa do meu TCC. Eu e minhas amigas produzimos um documentário chamado ‘Enraizados’, que trata da migração de nordestinos para Jundiaí e Várzea Paulista. Acho que não contei nada sobre isso no blog porque eu estava esgotada e não queria nem ouvir falar sobre esse assunto.

No fim das contas, eu contei a ele sobre o doc e prometi uma cópia. Ele ficou feliz e agradeceu. “Se eu não estiver no ônibus, manda entregar para o Ceará.”

Eu danço

•junho 28, 2009 • 3 Comentários

Sempre tive vontade de fazer aulas de dança de salão, mas nunca tomei a iniciativa de dar o primeiro passo. Em março, eu ganhei essa chance de presente de aniversário. Eu tinha um mês para ver se gostava ou não.

Bom, já estamos quase no mês de julho e eu continuo indo. Tudo bem que eu faltei alguns dias por causa da minha vida boêmia, mas eu não desisti. Na última sexta-feira, ouvi de um dos meninos que dançam com quem não tem um parzinho – tipo eu – que já estou ‘profissa’. Sei que foi exagero da parte dele. Acho que foi para animar a aluna desengonçada, mas valeu. Ao menos, ele me animou ainda mais.

Nas primeiras aulas, achei que fosse a treva. Eu não processava tantas informações ao mesmo tempo, pois entrei numa turma que já estava fazendo aulas há dois meses. Pé pra lá, a mão que tem que ficar no lugar certo, a marcação de passo no “tic tic tum”… Bom, depois de muito tentar, eu peguei o jeito.

Agora, tô até pensando em largar as aulas de francês para dançar mais durante a semana. Eu descobri que não tenho saco para falar daquele jeito bonito. Acho que vou dar adeus ao sonho de ouvir Amélie falando sem ter que ler o significado das palavras na legenda.

Bom, mas esse papo do francês é outra história. Segunda-feira eu tenho prova e acho que isso está me deixando um tanto preocupada e com vontade de fugir daquela professora louca e das palavras chiques. A língua é linda, mas é muito difícil. Não sei o que será de mim…

 

Aff, que post mais “querido diário”

Ensaio

•junho 24, 2009 • 1 Comentário

Sinto falta de postar aqui, mas por vários motivos acho que minha criatividade anda em baixa… Neste mês, o blog fará um ano e eu não queria deixar isso passar em branco. Sei que agora ele amarga um período difícil, de uma tenebrosa decadência. Mas isso vai mudar – eu acho.

Infelizmente, posto hoje uma notícia ruim. Um colega de trabalho faleceu no último final de semana e ninguém sabe o que aconteceu. Latrocínio ou acidente? Seja lá o que for, vai ficar a saudade, o respeito e uma dúvida: até quando a gente terá que conviver com notícias como essa, que nos deixam com vontade de desistir de tudo?

Quando eu era mais nova, comprava todos os meses a revista ‘Capricho’. O Antônio Prata, que hoje é colunista do Estadão (se eu não me engano), escrevia colunas maravilhosas na última página. Teve uma, escrita em 2003, na qual ele falava sobre a morte de uma amiga. Essa eu guardei, porque o texto é muito bom. Uma coisa que eu nunca vou esquecer que ele escreveu lá é a frase “Quando um jovem morre, dá vontade de devolver ao universo o bilhete de entrada.”

É assim que eu me sinto…